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terça-feira, 4 de maio de 2010

Reciclegem no Brasil



Reportagem:Jeniffer Silva
Video:Youtube

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Reciclegem no Brasil



Reportagem:Jeniffer Silva
Video:Youtube

Japão ganha com reciclagem de celulares



Na primeira reportagem da série sobre lixo, o correspondente Roberto Kovalick mostra a reciclagem de celulares velhos e o aproveitamento dos metais que resultam desse processo.

Nesta semana, o Jornal Nacional vai tratar de uma ameaça ambiental que não depende de acidente nenhum. Ao contrário: ela cresce no mundo todo dentro da mais absoluta normalidade. A ameaça do lixo.

Numa série de reportagens especiais, a gente vai ver como esse problema tem provocado preocupação e tentativas de solução.

Nesta segunda, o correspondente Roberto Kovalick vai mostrar o destino dos celulares velhos num país que é sinônimo de tecnologia.

Um bairro em Tóquio é o paraíso dos apaixonados por eletrônica, dos maníacos por videogame, que jogam na calçada mesmo para aproveitar que a loja ao lado oferece conexão com internet de graça. O nome é Akihabara. O apelido: a cidade elétrica.

As últimas novidades tecnológicas costumam chegar ao bairro antes de desembarcarem no resto do planeta. E os japoneses gostam de ter o último modelo. Seria natural imaginar que produzam muito lixo eletrônico e que haja desperdício.

Não é o que acontece, como descobriu um brasileiro. O telefone da namorada do estudante Hendrik Lindelauf caiu no chão e quebrou. Como fazem os japoneses, ele devolveu o telefone para a loja da operadora. “A gente descobriu a loja é foi uma boa contribuição pra ecologia”.

O aparelho é perfurado para inutilizar a memória e assim impedir o roubo dos dados do usuário.

O que é impressionante é que, para devolver os telefones, os japoneses não recebem nem um centavo, nem desconto na compra de um modelo novo. Fazem isso porque aprendem desde pequenos a reciclar.

Os telefones são levados para empresas como uma, no oeste do Japão, que pertence a uma das maiores mineradoras do país. Duas vezes por semana, a companhia recebe um caminhão lotado de caixas, enviadas pelas lojas. Lá dentro, milhares de telefones. Tudo é reaproveitado: baterias, carregadores, CDs de instalação de programas e até o papelão das caixas usadas no transporte. Também são reciclados outros equipamentos, como copiadoras.

Num único celular há uma pequena quantidade de metais, que quase não tem valor. Mas num número tão grande de aparelhos, aí já é diferente. Num dia, chegaram 50 mil celulares à empresa, uma mina de ouro e de outros metais como prata, cobre e platina.

Esses metais servem para pagar o custo da reciclagem. É um processo demorado. Primeiro, os sacos cheios de celulares são colocados numa espécie de panela de pressão gigante. Eles vão, praticamente, cozinhar a uma temperatura de 500ºC.

Doze horas depois, o que resta é um entulho negro, que vagamente lembra que foi feito a partir de telefones. O plástico é transformado num óleo combustível, usado para fazer funcionar as máquinas da fábrica.

O engenheiro explica que os metais precisam ser reciclados porque o Japão é um país pobre em recursos naturais. Metais como ouro e cobre são importados. "Quanto mais reciclarmos, menos vamos comprar de outros países", diz ele.

Aí vem a fase final. Aquele entulho negro é levado para a separação, de onde saem os tão valiosos metais.

O resultado a gente encontra em lojas de Tóquio. Tudo que é vendido é feito, em parte, com metais retirados do lixo eletrônico, como um cordão de prata com pingente folhado a ouro. Mas a prova mais valiosa de que vale a pena reciclar está numa barra com 10 quilos de ouro.

A barra vale cerca de R$ 700 mil. O diretor da mineradora explica que uma parte é feita de material reciclado. O resto saiu de minas ao redor do mundo. No ano passado, 24% do ouro produzido pela empresa vieram de aparelhos eletrônicos ou objetos folhados com metal.

A gerente da loja conta que ninguém até agora apareceu para comprar essa barra. Mas muita gente leva as menores, que custam menos. É uma forma de poupança.

As empresas de produtos eletrônicos também são clientes importantes. Usam o metal para produzir equipamentos novinhos em folha, que - daqui a algum tempo - vão seguir o mesmo caminho da reciclagem.

Reportagem:Jeniffer Silva
Video:Youtube

sábado, 1 de maio de 2010

Trabalho da ONG Doe Seu Lixo:

Reciclagem e Coleta Seletiva Voluntária

O Brasil produz aproximadamente cerca de 100 mil toneladas de lixo por dia, sendo que cada cidadão gera em média 500 g desse total. Geralmente temos a concepção que lixo é tudo que não nos serve mais e tem que ser descartado. Mas a maioria do que julgamos ser lixo constitui-se como sendo material que pode ser reutilizado, ou seja, reciclado.
Através da reciclagem (reaproveitamento) os materiais separados poderão ser utilizados como matéria prima para a fabricação de um novo produto.
É aí que entra em cena a coleta seletiva de lixo, que na nada mais é que a separação e acondicionamento de materiais que podem ser potencialmente reciclados, como por exemplo: papéis, metais, plásticos e vidros, entre outros. Lembrando sempre que o lixo orgânico (restos de alimentos, cascas de frutas, legumes e folhas) devem ser separados do restante podendo ser transformado em adubo.

Para facilitar no processo de separação, usamos cores e símbolos em coletores específicos para cada material. Aqui segue uma lista dos materiais recicláveis e seus respectivos coletores:

PAPÉIS (azul) Jornais, papelão, papel de computador, papel de escrit'roio, papel branco, papel misto, revistas e impressos.

VIDROS (verde) Copos, garrafas, vidros coloridos, frascos de remédios e jarras.

PLÁSTICOS (vermelho) Embalagens de alimentos, de produtos de limpeza e de beleza, tampas, brinquedos e peças plásticas.

METAIS (amarelo) Latas de bebidas, alimentos e biscoitos, bandeja e panelas, ferragens, grampos, fios elétricos, marmitas, alumínio, cobre e aço, latas de produtos de limpeza, tubos de pasta de dente.

Como já dizia Lavoisier "Na natureza nada se perde, nada se cria tudo se transforma". E a reciclagem torna-se essencial para a economia de recursos naturais como por exemplo água e energia, recursos estes cada vez mais escassos, e sobretudo para a diminuição do impacto ambiental causados pelo lixo gerado.

Redução do consumo de Energia

Trocar todas as lâmpadas que fiquem ligadas por mais de quatro horas por fluorescentes compactas, pois elas reduzem em até 80% o consumo de energia;
Apague a luz quando não estiver ninguém usando um dos cômodos da casa;
Não deixar eletrodomésticos ligados desnecessariamente, tais como: rádios, vídeo-game, TV, ar-condicionado etc;
Não deixar a porta da geladeira aberta por muito tempo. Ela gasta quase 1/3 de toda energia que você consome;

Não acender lâmpadas durante o dia.

Redução do Consumo de Água
Fechar a torneira enquanto ensaboa as mãos;
Fechar o chuveiro quando estiver se ensaboando;
Providenciar, o mais rápido possível, o conserto de qualquer torneira e tubulação de água que esteja desperdiçando-a;
Não dar descargas desnecessárias;
Não esperar esquentar a água para entrar embaixo do chuveiro;
Usar balde para lavar carros e calçadas.

Reportagem: ONG SEU LIXO
SITE: http://www.doeseulixo.org.br

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Lixo contaminado é perigo para saúde pública

Quinhentos mil brasileiros retiram de montanhas de lixo o seu sustento. São os catadores, espalhados por 63% das cidades país afora que despejam restos a céu aberto. Fonte de renda e de muita contaminação. O que você faz com as lâmpadas frias depois de queimadas? E os remédios vencidos?

Poderiam ter saído de um lixão em Vitória, no Espírito Santo, as agulhas de injeção que feriram o menino. Ingênuo, brincou com o que poderia estar contaminado. “A minha preocupação era ele ter se contaminado com uma doença gravíssima, como HIV. Até saber o resultado do exame eu não dormia”, lembra o pai do menino.

A cena é antiga, mas nem por isso menos aterrorizadora. Sobrevoar o Rio de Janeiro é confirmar: se urubus estão nas alturas, é só olhar para baixo. Nossa equipe convidou a secretaria do meio ambiente para fazer um sobrevoo pela cidade maravilhosa. Ela mostrou com exclusividade para o Bom Dia Brasil a prova do perigo que nos cerca.

“Eles trabalham de forma clandestina. Muitas vezes o caminhão chega durante a noite, ou durante o dia, quando nós fazemos a operação. Mas é uma briga de esconde-esconde. Quando a polícia sai, aí volta o caminhão. Tudo sobre o manguezal é totalmente ilegal. É impossível prever o que tem no meio desse lixo. Você não sabe de onde veio nesse lixo, como é que foi essa seleção, pode ter resíduo tóxico perigoso, descartado indevidamente, resíduos de saúde”, aponta a secretária do meio ambiente Marilene Ramos.

O estado do Rio de Janeiro tem hoje 40 lixões irregulares operados pelas próprias prefeituras dos municípios, isso sem contar os inúmeros lixões clandestinos, menores. Mas nem por isso menos perigosos.

A Baixada Fluminense tem maior índice de depósitos de lixo.

“É impossível contar porque muitas vezes eles se interconectam. Não sabemos onde começa um e onde acaba outro”, aponta a secretária do meio ambiente Marilene Ramos.

São para lugares assim que vão camas hospitalares, resíduos de curativos feitos em casa, fraldas descartáveis de pacientes. Não são todos os tatuadores que têm o cuidado que encontramos em um estúdio.

“Todo o material que entrou em contato com a pele é jogado fora. Tem que contratar uma firma especializada em coleta de lixo contaminado. É obrigação da pessoa que quer contratar o serviço saber o destino do lixo”, comenta o tatuador.

Custa caro dar destino final correto. Fica entre R$ 1,6 mil e R$ 2,2 mil a tonelada. É preciso alta temperatura para transformar o lixo contaminado em material que possa ser depositado no aterro sanitário.

“Sabemos que existem empresas e empresas. Ou seja, você me contrata para prestar um serviço, porém na hora de destinar, no meio do caminho, a empresa decide jogar em um lixão para não pagar a destinação”, diz o doutorando da Coppe-UFRJ Zilton Fonseca.

A Agência Nacional de Saúde obriga: a empresa que produz é responsável pelo destino final do lixo contaminado. E aquele que sai das nossas casas? Nada garante que os resíduos postos em caixas irão para lugares seguros.

“No Brasil não temos aterro sanitário para todos os municípios. O aterro sanitário que hoje está no Brasil, a maioria é o lixão, que não é um local recomendado para colocar esse resíduo. Existe uma dificuldade clara dos geradores de serviços de saúde de colocar esse resíduo mesmo tratado num aterro sanitário”, aponta Luiz Carlos da Fonseca, da Anvisa.

Enquanto isso, as ameaças de contaminação continuam. O meio ambiente já está pagando um preço bastante alto.



Na foz do São João de Meriti, um dos rios mais importantes para o ecossistema da Baía de Guanabara, não há mais vida. O lixo e o esgoto eliminaram todo o oxigênio da água dos principais rios que rodeiam a baía. Sete já morreram.

Todos os meses são retirados, só em um trecho da Baía de Guanabara, de 20 a 25 toneladas de lixo doméstico e hospitalar. No meio do manguezal, seu habitat natural, até o caranguejo sabe que daqui para frente é risco de vida.

“Esse material, em hipótese alguma, poderia estar sendo jogado dentro dos rios e muito menos vindo parar na Baía de Guanabara e nos outros manguezais. Até porque muita gente está nos manguezais capturando os caranguejos e está se contaminando. Pode se furar em uma seringa e isso não é raro de encontrar no mangue”, alerta o ambientalista Mário Moscatelli.

O Brasil tem um compromisso internacional: até 2016, ano das Olimpíadas, terá que dar um final correto para o lixo. O governo do Rio de Janeiro garante que tem solução. Até lá, ficamos à mercê do Deus dará.

Reportagem: Jeniffer Silva
Foto: Assessoria de Imprensa da Comlurb

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Aprenda a reconhecer as cores para coleta seletiva de lixo


Não é todo material que pode ser reciclado. Aprenda a colocar papel, plástico e metal nas latas corretas.

Reportagem:Jeniffer Silva
Foto: Assessoria de Imprensa Comlurb

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